Justificativa de procedimentos anestésicos
Paciente: Nathalia de Assunção Lemos Ribeiro
Carteira nº 774975004715018
Senha: J5J6KQ5
Código 31403026 (2x) - Bloqueio ESP (Erector Spinae Plane Block)
Justifica-se o uso deste código por se tratar de bloqueio regional de plano fascial, realizado para
proporcionar analgesia eficaz em procedimentos cirúrgicos torácicos, abdominais e mamários. O
bloqueio do plano do músculo erector spinae (ESP block) é técnica reconhecida pela Sociedade
Brasileira de Anestesiologia e pelas diretrizes internacionais de anestesia regional,
comprovadamente eficaz para redução da dor pós-operatória e diminuição do consumo de
opióides. A técnica é realizada sob orientação ultrassonográfica, visando à precisão do plano de
injeção e à segurança do paciente, reduzindo o risco de complicações neurológicas ou vasculares.
O bloqueio é executado pelo anestesiologista, demandando tempo adicional, monitorização
contínua e materiais específicos, sendo reconhecido pela CBHPM como ato autônomo e
independente.
Referências bibliográficas:
Forero M, Adams JP, Krajewska NM, Wood A, Ahmed Z, Dodd J. The erector spinae plane
block: a novel analgesic technique in thoracic neuroaxial anesthesia. Regional Anesthesia and
Pain Medicine, 2016;41(5):621–627.
Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Diretrizes para bloqueios de planos fasciais, 2021.
El-Boghdadly K, Peng PWH, Gray AT. Erector spinae plane block: a systematic review and
meta-analysis of randomized controlled trials. British Journal of Anaesthesia,
2021;126(4):721-732.
Código 30713145 (4x) – Punção terapêutica / Atulhamento em T5 e T6 bilateral
Justifica-se o uso deste código por se tratar de punção terapêutica realizada em região torácica,
correspondendo ao atulhamento bilateral em T5 e T6, executado para tratamento de dor local e
controle inflamatório regional. O procedimento envolve técnica invasiva sob condições
assépticas, exigindo conhecimento anatômico detalhado, identificação precisa dos pontos de
infiltração e monitorização contínua do paciente. Cada lado é considerado uma unidade
topográfica distinta, justificando a cobrança bilateral e o uso em quatro unidades pela extensão do
procedimento. O atulhamento é reconhecido como ato médico de natureza terapêutica, visando
reduzir processos dolorosos, contraturas musculares e melhorar a recuperação funcional,
conforme descrito na CBHPM.
Referências bibliográficas:
Sociedade Brasileira de Anestesiologia. Diretrizes para infiltrações e bloqueios terapêuticos,